MOMA & piquenique em big city

Monday, October 7, 2013

Faz duas semanas que estamos planejando ir à Big City para visitar a mais nova aquisição do MOMA! Acontece que com a fazenda aos sábados só nos resta o domingo para passeios que exigem mais tempo e deslocamento da nossa parte, e com tantos afazeres e planos (e cansaço) se não colocamos um evento ou desejo como prioridade e fazemos uma forcinha para ele acontecer as chances dele ficar para trás são altas. :/ Então quando chegou o final de semana eu me peguei pensando em convencer o Antonio da gente passar o dia aqui na ilha mesmo por pura preguiça de arrumar tudo para sair com a turma. Ir a um parque que o Sogrinho gostaria de conhecer ou usar a churrasqueira, tem feito tanto calor... mas quando escutei ele conversando, dizendo que gostaria de ir a Manhattan para ver os videogames resolvi me animar e preparar nossas mochilas, afinal estamos falando de MOMA. E também porque tirar uma ideia da cabeça de um Kantek é tarefa das mais difíceis.

Faltava definir a alimentação do baião. Almoçamos na cidade ou em Astoria? Restaurante ou Beer Garden? Levamos de casa? Sim! Ahhh... lá fui eu preparar sandubas, lavar e cortar frutas, separar guardanapos e bolsas térmicas, tirar as águas de coco do congelador, deixar de lado os ingredientes da salada para os sanduíches, colocar em um potinho o patê de beringela e por fim assar brownies com a lua no céu. Mas antes procurar uma receita batuta de brownies sans glúten! E neste meio tempo a Cecília chorou no sofá duas vezes (quando acontece da gente chegar da rua tarde e ela estar dormindo a deixo no sofá até a hora de subir de vez para evitar que a transferência a acorde), a Estela inventou de fazer um craft (faltando alguns segundos para a hora do sono, why not?!?) e o David protestou até. Eu disse a t é! E foi dormir com uma tromba daquelas. Santa paciência...

Eu queria uma receita que fosse simples, cujos ingredientes eu não precisasse ir buscar no mercado a essa hora do dia e que usasse farinha de amêndoas, já que eu havia perdido a minha farinha de coco para uma invasão de mariposas que infestou todas os pacotes de farinhas, nozes e frutas secas que ficaram abertos (apesar de fechados com grampos e elásticos) no armário durante as nossas férias no Brasil. Eca! E eu encontrei muitas receitas, cada uma com a sua particularidade, como purê de batata doce que eu salvei para fazer outro dia e no final acabei escolhendo a receita fácil do website da marca Bob Red's Mill de que gosto bastante. E ficou fantástica. De lamber os dedos e catar migalhas!

Chegamos em Manhattan com uma garoa indecisa e caminhamos até o museu com nossas maçãs crocantes e suculentas em meio a pedestres apressados, táxis em fila dupla, tripla, e prédios altos de vidro e baixos de tijolinhos. As crianças olhavam e comentavam... Encontramos o museu com uma fila de meio quarteirão. O museu tinha acabado de abrir. Entramos e seguimos o nosso roteiro: videogame, Van Gogh, Chirico, Frida...alimentando nossa alma, nossos sonhos, imaginação e ideias. Deixei a Estela ir na frente com o avô enquanto eu seguia atrás. Ela fez observações tão pontuais e poéticas ao mesmo tempo. Contou para o avô da sua aula de artes, tirou fotos, me explicou sobre o seu experimento de andar na ponta dos pés...

O David gostou das esculturas, de tudo que representava e continha volume e cor. O helicóptero verde impressionante pendurado no teto, o ventilador voando e ventando de uma altura sem propósito. Ele e a Cecília. E também foram os primeiros a dar sinais de fome e cansaço. Do museu seguimos caminhando para o Central Park. Garoa engrossando, ruas cheias. Tomamos ciência de que não ia rolar piquenique no gramado, mas talvez em um banco embaixo de uma árvore grande o suficiente para servir de guarda-chuva natural. E deu certo! Cecília parece ter gostado do nosso piquenique improvisado porque não saiu de perto, provavelmente porque o banco funcionou como uma mesinha. O David escolheu o melhor lugar: ao lado dos brownies. Já a Estela decidiu sentar-se um pouquinho pra lá, na paz das suas ideias.

Que a nossa semana seja como o nosso domingo.

A lancheira do dia

A lancheira dos maiores hoje tem chicken nuggets verdadeiros feitos com peito e casquinha sans glúten e assados no forno. Frutas e chips de milho orgânico para o lanche. Balinhas de gelatina vitaminadas. Salada de cenoura, pimentão e tomatinhos da fazenda. Yummy!

Mais um sábado

Saturday, October 5, 2013

Levamos o sogrinho para conhecer a fazenda e até ele entrou na dança ajudando a colher e lavar os vegetais e legumes para a entrega de hoje. Foi muito gratificante. ♥

A lancheira do dia

Thursday, October 3, 2013

Nada como não ter de se preocupar com o que eles vão levar para a escola de almoço no dia seguinte. A sopa do jantar rendeu o suficiente para o nosso almoço. Sopa de galinha com legumes e caldo caseiro que a Estela toma até a última gota. Para acompanhar, salada de alface e pepino e balas de gelatina. De lanche, chips de milho orgânico (com selo GMO-free) e morangos orgânicos. Água para beber.

Hummus, um presente do oriente

Houve uma época em que eu fazia hummus (pasta de grão-de-bico) quase toda a semana. A Cecília não era nem nascida e quem me acompanhava era o David e o Antonio. Levava em passeios, para a praia, parques e até nos encontros de mães da escola do David. Todo mundo adorava. A Estela chegou a provar muitas vezes, mas nunca se entusiasmou. Depois dei um tempo e comecei a fazer esporadicamente, só quando batia aquela vontade mesmo.

Na nossa última viagem ao Brasil experimentamos umas esfihas suculentas e um grão-de-bico tradicional feitos em um pequeno estabelecimento libanês de Curitiba escondido numa rua de pedra antiga. Um misto de restaurante com lanchonete de esquina e armazém vendendo grãos e temperos a granel e muitas outras iguarias da cozinha do oriente médio. Uma jóia no centro velho da cidade. 

Quando eu me sentei para escrever este post não conseguia me lembrar do nome do restaurante, nem o Antonio. Conversando com o sogrinho aprendi que o então Armazém Califónia fez parte da sua juventude, quando na época ele passava lá para lanchar depois de trabalhar na igreja aos domingos. Segundo a sogrinha que sabe de tudo, as receitas de esfihas, kibes, patês, etc. foram inspiradas nas receitas originais feitas pela mãe do próprio dono. Estes saudosismos na cozinha, entorno das refeições, rendem os melhores pratos. 

Nunca vou me esquecer desta esfiha de massa leve e crocante de carne recheada com cebola e tomate e um toque de limão. Um pequeno mistério. Agora só me resta tentar recriá-la para nós cinco. Daria um belo almoço para as crianças levarem para a escola ou lancharem no final do dia. Enquanto isso não acontece vou de pasta de grão de bico que eu tenho mais intimidade. :-)

Ingredientes:

2 dentes de alho amassados

2 latas de grão-de-bico escorrido e lavado ou duas xícaras cheias de grão-de-bico cozido deixado de molho na noite anterior

2/3 de xícara de chá de pasta de gergelim (tahini) de preferência caseira 

1/3 de xícara de chá de suco de limão espremido na hora

1/4 de xícara de chá de azeite extra virgem

1/2 colher de chá de sal marinho

Água para afinar e/ou ajudar a bater caso precise

Pinólis tostados

Pimenta vermelha

Salsinha para decorar

Fio de azeite ou manteiga clarificada (ghee)

Modo de preparo:

Em um processador de alimentos ou liquidificador potente bata o grão-de-bico até obter uma massa cremosa e em seguida acrescente alho, tahini, limão, azeite e água  (estes dois aos poucos para evitar do patê ficar líquido). Acrescentar o sal e provar. Rende de três a quatro xícaras. Salpicar a pimenta, colocar os pinólis e o azeite ou ghee e servir.

A lancheira do dia

Tuesday, October 1, 2013

Benditos acompanhamentos porque deixei o macarrão passar do ponto e acho que desta vem nem o alioli conseguiu salvar. :-(

De lanche. Mini cupcakes de chocolate (que fiz com antecedência e congelei) e melão com uva-passa.

De almoço. Macarrão alioli. Brócolis, uvas e balinhas de gelatina

Água para beber.

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